O grupo funciona como um laboratório de experimentações práticas e discussões teóricas sobre a improvisação contemporânea. As pesquisas realizadas pelo grupo estão diretamente relacionadas ao Núcleo de Pesquisas em Sonologia (NuSom). A OE desenvolve um trabalho estável desde sua formação em 2009, tendo participado em congressos e festivais no país, e apresentado uma consistente produção de artigos e pesquisas na área. A prática criativa e experimental da O.E. é baseada na superação dos idiomas musicais tradicionais e na ideia de que qualquer som pode ser musical. O resultado pode ser pensado como uma espécie de música concreta instrumental na qual os relacionamentos entre os músicos se dão, predominantemente, por meio de um estado de prontidão auditiva, visual e sensorial intensas. Assim, se privilegia a performance, com forte ênfase no processo e na criação interativa e colaborativa. Nesse sentido, a OE é absolutamente democrática e não hierarquizada. Nela todos os músicos são intérpretes-criadores. Cada performance é única e singular e não se almeja a criação de obras.